sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Top 7 Músicas de 2010 - Playlist

Participe da promoção 7 anos do Letras.mus.br, 7 iPods pra você!

Ouça minhas 7 músicas favoritas na playlist que montei promoção de aniversário do Letras.mus.br! Aproveite e participe também!

http://letras.terra.com.br/promocoes/7anos/124025/

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Consciente Coletivo

Quando pensamos em sustentabilidade as vezes pensamos em grandes atitudes que deveriam ser tomadas por empresas, instituições, corporações para fazer a diferença na sociedade. Mas de fato, todos nós devemos ser socialmente responsáveis e ter atitudes sustentáveis. São pequenas atitudes, como saber onde jogar seu lixo, usar menos sacolas plásticas e economizar água e energia, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida.

Vi no Twitter do @CicloVivo um video educativo, muito interessante, que reforça a ideia de que lugar de lixo é na reciclagem. Assista abaixo:

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Legado das Eleições 2010

O primeiro turno foi marcado por surpresas. Marina Silva insurgiu através de campanhas voluntárias de internautas, principalmente no twitter, e subiu cada vez mais nas pesquisas. O resultado ainda surpreendeu, pois Marina conseguiu sair do 0% para 20%, o equivalente a 20 milhões de votos. Porém, apesar das esperanças, Marina não conseguiu tornar-se um fenômeno vindo da internet como Obama nas últimas eleições americanas. Talvez pelo fato de o voto no Brasil ainda ser obrigatório, levando às urnar milhares de pessoas sem a menor consciência política, votando apenas por obrigação. 

Mas no segundo turno o cenário político foi dominado pelo caos. As propostas e discussões deram lugar à ataques de todos os lados. PT versus PSDB. A direita contra a outra direita disfarçada de esquerda. Calúnias, difamações e jogo sujo resultaram numa revolta da população. Enquanto uns eleitores assumiam as mesmas posturas de seus candidatos (causando brigas e agredindo opositores) outros estudavam qual dos dois candidatos era o menos pior.

Os debates ofensivos e propagandas políticas venenosas do segundo turno refletiram no eleitorado. Bolinhas de papel de um lado, balões de água do outro, o eleitor se comportava com a mesma animosidade que seus líderes partidários. Mesmo após as eleições, as agressões continuaram no twitter. Vários usuários postaram mensagens ofensivas aos nordestinos, atribuindo a eles o fato da candidata Dilma ter sido eleita como presidente. Como foi o caso da estudante de Direito Mayara Petruso, que postou: "Nordestino não é gente, faça um favor SP, mate um nordestino afogado!". A estudante está sendo processada pela OAB. 

Como brasileiro, quero o melhor para o Brasil. Apesar de não ter votado na Dilma, quero que ela faça um excelente governo, pensando em todos. Somos um país mestiço, cheio de diversidade e isso precisa ser reconhecido como algo positivo. Saber entender e administrar as diferenças ainda é uma das grandes dificuldades da humanidade, e se o Brasil quiser evoluir, precisa estar à frente nesse quesito. 

E viva as diferenças e suas virtudes! E que seu governo possa contribuir para um país mais justo e que atenda de maneira igualitária à sua população. Mesmo sendo do PT...

sábado, 30 de outubro de 2010

Uma Internet Mais Justa

Não sei quantos de vocês já ouviram falar da GVT. Trata-se de uma empresa que fornece Internet com velocidade de até 100MB com direito a um número de telefone fixo com tempo de ligações ilimitadas para outros telefones fixos. Tudo isso por um valor bem abaixo do mercado. 

Ao ouvir a propaganda achei que tivesse algo estranho, pois a Velox e a NET (os melhores serviços de internet de Niterói) são caríssimas, como uma empresa pode surgir do nada cobrando 10 vezes menos? Mas hoje conheci um funcionário da empresa e ele me explicou o porque.

O pulo do gato é que a GVT tem seu próprio Backbone, uma espécie de distribuidor de sinal de internet (desculpe minha explicação leiga, mas estou tentando explicar o que o rapaz me disse nos termos técnicos). No Brasil, apenas a Embratel e a Brasil Telecom têm seus próprios backbones. Por isso a Velox e a NET por exemplo cobram mais caro, pois eles terceirizam o serviço prestado por essas empresas. 

Ninguém conhecia a GVT ainda pois ela prestava apenas serviços corporativos. Esse ano começaram a prestar serviço para residências. Para uma internet de 10MB e telefone fixo com ligações ilimitadas um cliente paga por volta de R$130. Para terem uma idéia, a Velox de 2MB + provedor e telefone fixo com limite de minutos fica por volta de R$180. E a velocidade de download e uploaed é infinitamente superior, sem oscilação, pois eles administram seu próprio blackbone. 

A questão é que a GVT só está presente nos grandes centros e ainda não se distribuiu por falta de clientes. No Centro de Niterói, Rio e Icaraí já é possível assinar o serviço, mas para que eles levem os cabos de fibra ótica para outras regiões é preciso que tenham núméro de pessoas suficiente querendo o serviço. Para isso, basta entrar no site e fazer o cadastro. 





Já fiz o meu cadastro. Acredito que seja o início de uma internet mais justa na nossa região.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sara Bareilles, o retorno da voz indie-pop

Depois de explodir com "Love Song" em um comercial do ipod, uma das mais interessantes surpresas da música americana, Sara Bareilles, lançou esse mês (07/2012) seu segundo álbum: Kaleidoscope Heart. Como era de se esperar, por ser muito bom e um pouco diferente do que reina nas rádios americanas, o álbum de início não foi sucesso de vendas, mas vem se destacando pela longevidade nos charts. Em seu segundo mês de lançamento continua entre os 10 mais vendidos e a música de trabalho vem ganhando cada vez mais audiência nas rádios. 


Seguem alguns vídeos com algumas das minhas músicas favoritas do álbum:








Atualização: Sara foi indicada ao Grammy de melhor álbum com Kaleidoscope Heart e de melhor música por King of Anything.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sonho Lúcido

Essa noite tive minha primeira experiência de sonho lúcido. É uma experiência bem engraçada. No sonho, estava em casa com alguns amigos e estávamos indecisos sobre o que fazer para comer. Então abri a geladeira, peguei queijos, presunto e pão de forma e olhei pra todos dizendo "Nada melhor do que um misto quente com muito queijo!". Nesse momento eu tive um clique e percebi que era apenas um sonho. Então comecei a me questionar: "Será que quando acordar eu vou comer um misto quente? Tomara que eu lembre disso porque eu realmente quero comer um de verdade!". Ainda a pouco acordei lembrando dessa experiência em detalhes.


Para quem não conhece, um sonho lúcido é basicamente estar ciente de estar sonhando enquanto se sonha. Tenho um amigo que consegue ter controle total desses sonhos. Consegue tornar-se um super-herói e viver aventuras dignas de filme. Ele aprendeu isso em terapia. Apesar de muitas pessoas ligarem isso à "nova era" ou "experiências extra corporais" trata-se simplesmente de pura ciência. Existem diversos estudiosos do assunto, assim como existem diversas técnicas para conseguir te-los. Algo bem no estilo "A ORIGEM" (Inception). 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dilma Rousseff e A Revolta da Velhinha!

É engraçado ver a Dilma em primeiro lugar nas pesquisas com vitória possível no primeiro turno (de acordo com a opinião dúbia do IBOPE) e ver e ouvir tantos comentários e manifestações de aversão à mesma.

Ontem estava saindo do clube onde faço natação e parei diante da banca de jornal para observar a primeira página de O GLOBO. No topo da capa, havia uma ilustração da Dilma, Marina e Serra com o título "Dilma cai quatro pontos nas pesquisas, mas ainda pode ter vitória no primeiro turno". Uma velhinha parou do meu lado para observar a mesma notícia. Não notei sua presença até ela começar a esbravejar:

"Caiu só 4 pontos! Como pode? Ela não tem nada pra fazer em casa não? Tanta criança pra se cuidar nos hospitais!!!"

Fiquei mudo, apenas apertando os meus lábios olhando pra ela... quando ela de súbido começa a apontar o dedo para a figura da Dilma no jornal e a esbravejar no meio da rua:

"SAFADA! Separada! Coisa ruim!!!! Safada..."

Enquanto ela se afastava falando sozinha, eu comecei a rir compulsivamente no meio da rua...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"A Epidemia" (The Crazies) e "Homem de Papel" (Paper Man)

A EPIDEMIA (The Crazies)

Vou ser bem objetivo: o filme é cliché, extremamente pretencioso e exageradamente nojento. Além disso, tudo é muito previsível. O remake não fez juz ao original. Enquanto em alguns momentos você acredita se tratar apenas de uma paródia, em outros ele parece ser levar muito a sério. 
Os personagens também são muito superficiais, mostrando que o único interesse do filme é fazer com que o público se concentre nas cenas de ação e nas mortes sangrentas.
Se há um ponto positivo, são os ângulos em que as cenas são filmadas e a criatividade de algumas mortes. Mas creio que as qualidades parem por aí. Só recomendo se você gostar muito, mas muito mesmo, de filmes de terror brega.


HOMEM DE PAPEL (Paper Man)


Concentre-se nas deliciosas performances de Jeff Daniels (Intrigas de Estado), Ryan Reynolds (A Proposta), Emma Stone (Superbad e Zumbilândia) e de Lisa Kudrow (que filnalmente se livra do estigma "Phoebe" de FRIENDS). Concentrando-se no belíssimo desempenho destes atores você perceberá que este filme é extremamente cativante. 
No começo, a direção não encontrou um tom que funcionasse para o mix de elementos nada-a-ver que são jogados na história. Ms do meio para o fim, a história prendeu minha atenção.
O filme é vendido como uma dramédia (comédia dramática) mas ele não é nem uma comédia, muito menos um drama clássico. 
A trama fala sobre o crescimento do ser humano e o confronto que todos nós temos em determinada fase de nossa vida com o que nós somos e quem nós somos. O final especificamente é muito interessante e, digo até, sutilmente emocionante. Recomendo!

domingo, 29 de agosto de 2010

Songs To Mourn (Canções Para o LUTO) - Vários Artistas

Canções para quecer o coração daqueles que perderam alguém querido melodias que emocionam e letras que falam da morte, da perda, da saudade, mas também da certeza de que as lembranças são belas e que esse adeus não é eterno. Uma magnífica seleção com grandes artistas e músicas inspirativas.



01. Mariah Carey and Boyz I Men - One Sweet Day
02. Sarah McLachlan - Angel
03 . Alicia Keys - Tell You Something (Nana's Song)
04. Jennifer Hudson - Jesus Promised Me A Home Over There
05. Natasha Bedingfield - Still Here
06. Mariah Carey - Bye bye (ft. Ahmir)
07. Didi Benami - Lullaby
08. Avalon - When The time comes
09. Matthew West - Save a Place for Me
10. Rascal Flatts - What Hurts The Most
11. Jimmy Eat World - Hear You Me
12. Elton John - Candle In The Wind
13. James Taylor - Fire And Rain
14. Coldplay - Prospekt's March
15. Regina Spektor - The Call
16. Mariah Carey -The wind
17. Melissa Greene - Where Joy And Sorrow Meet
18. Israel Kamakawiwo - Somewhere over the rainbow





Various Artists - Songs To Mourn (In Loving Memory) - Inspirational Songs

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mariah Carey mostra simpatia e potência vocal em show Barretos.

Estive na festa de Barretos para o show da Mariah Carey e pude me certificar do quão desorganizados eles são. A festa podia funcionar para uma cidade do interior cujas principais atrações sempre foram artistas como Ivete, Ana Carolina ou duplas sertanejas aleatórias. Mas definitivamente não havia pessoal nem organização suficiente para um show de porte internacional.

Tirando as confusões iniciais para a entrada no estádio, posso apenas confirmar que o show foi incrível. A mídia se preocupa em falar no quanto a Mariah estava gorda (quem pôde conferir de perto percebeu que ela pode estar grávida!)  e não comentaram a maestria vocal e o carisma que ela levou para o palco.


O INÍCIO

Não só o público, mas também a Mariah teve muitos problemas para chegar ao local. O helicóptero que a produção prometeu enviar nunca chegou ao hotel e ela teve que se deslocar, de última hora, de carro. O pneu furou e a equipe se perdeu na estrada. Somando-se a confusão na entrada VIP, o show começou à 1h30 da manhã com uma queima de fogos.

Mas a espera e os problemas se dissiparam quando entramos na pista e a intro de Butterfly começou a tocar. As cortinas se abriram e milhares de borboletas foram projhetadas voando pelo estádio (luzes projetadas não só no palco, mas em todas as partes). Mariah apareceu cantando a intro de "Daydream" e foi nesse momento que notamos que a Mariah não está gorda... Ela realmente parece estar grávida. Pude comprovar que sua barriga está redondinha. Não é estômago alto.

Mas o que chamou mais a atenção foi a alegria da cantora. Ela estava feliz. Ao contrário de todos os shows dessa turnê, ela não parava um minuto no palco. Ela corria, brincava, andava de um lado pro outro e, principalmente, CANTAVA TUDO AO VIVO.

Ela estava falante. Desde o começo conversava sobre como foi difícil ela chegar ali (ela disse que haviam fãs no hotel e disseram que era a imprensa, por isso a fizeram sair pelos fundos, e ela queria se desculpar por não ter podido atende-los). Ela falou sobre o país, que as pessoas eram maravilhosas... e chegou um ponto em que ela disse "E agora eu tenho que parar de falar porque eu esqueço que não estou na América e nós nem falamos a mesma língua..."

Quando cantou o hit dos anos 90 "Always be my baby", ela encerrou a música colocando a mão sobre a barriga, dando mais suporte às teorias de que ela está grávida.


HUMILDADE NO TRATAMENTO DAS GAFES 

No início de Dreamlover ela tava conversando com o púbico quando surge o som de seu agudo... ela vira pra trás e faz um sinal com os braços como dizendo "quem amndou soltar minha voz pré-gravada?" Daí ela começa a gargalhar e começa a cantar a música. Dava para perceber que ela fazia sinal para que não soltassem "playback" pois ela queria cantar o show inteiro.

Quando o instrumental deu a deixa para ela começar a letra da música "Dreamlover", ela simplismente começa a letra de "Always be my baby". Assim que ela nota que errou a música, continua cantando: "Como pude esquecer a letra da minha prórpia música". Foi hilário! ela perdeu quase toda a primeira estrofe da música rindo e improvisando "Isso nunca aconteceu comigo antes!". Porém, ela continua cantando e leva a música de maneira maestral. Sua voz estava pura e potente.

Esse foi um exemplo da alegria e intimidade que rolava do palco para o público e vice-versa. Mariah cantou tudo ao vivo. Todos os agudos foram REAIS. Quem estava ali perto do palco conseguiu ouvir a voz potente  da cantora e ver suas veias saltando a cada nota alta. Nunca vi a Mariah cantar tão bem num show desde a turnê Music Box.

CARINHO COM OS FÃS

No meio do show ela falou que gostaria de homenagear os brasileiros de alguma forma. Por isso pediu para que pedíssemos músicas, e ela se surpreendeu com a quantidade de gente pedindo "I still believe". Ela não cantava essa música a mais de 10 anos, mas a cantou especialmente para o público brasileiro. E foi tudo ao vivo... Podia ouvir a voz dela fora do microfone... ERA TUDO REAL!

E logo em sequência, o back e os dançarinos botaram chapéu de cowboy e cantaram "Obsessed". O back Trey ainda fez uma coreografia como se estivesse usando um laço de rodeio. Durante todo o show não só a Mariah, mas o todo o back e os dançarinos interagiram com o público.

Em certo momento do show ela ficou lendo as plaquinhas e os cartazes. Ela leu uma pequenininha dizendo "Você não sabe que eu existo, mas eu te amo". Então ela caminhou para a beira do palco e olhou para a menina, "Como assim eu não sei que você existe? Você tá na minha frente! E você é linda!!!" Mandou um beijinho e piscou... e o público foi abaixo!

Muito carisma e alegria fluindo durante todo o show. Ela se surpreendia em como o estádio cantava TODAS AS MÚSICAS! Todo mundo sabia todas as letras. Em outro momento ela disse "Eu queria poder tirar uma foto de vocês daqui para que vocês se vissem... vocês estão lindos!" Ela estava muito feliz! E isso contagiou a todos!

HOMENAGEM A MICHAEL JACKSON

A homenagem ao Michael Jackson também foi de arrepiar. Mariah foi para a beirinha do palco com o Trey (seu back-vocal) e os dois cantaram "I'll Be There" com imagens de núvens por todo o palco. A Mariah mostrou que ainda pode cantar a música tanto quanto em 1993, quando a gravou.Os vocias foram impecáveis.

Em seguida, Mariah saiu para trocar de roupa e o Trey ficou para performar "Rock With You", reproduzindo passos coreográficos que foram eternizados pelo Michael Jackson. Coreografias excelentes, efeitos hipnotizantes e vocais muito bons!

O FIM

A cantora voltou ao palco para interpretar uma canção que ela comentou que talvez não fosse conhecida por aqui: "We belong together". O hit foi record mundial e com certeza era conhecido por todos, que cantaram formando um grande coral. Nessa música principalmente percebemos o quanto a voz dela estava boa. Arranjos que ela nunca havia feito antes e agudos mais prolongados que o normal.

Mas a parte mais emocionante viria a seguir: HERO. Eu pensei que já estivesse saturado dessa música, mas ao vivo foi EMOCIONANTE! O público encheu balões brancos e colocaram para o alto. Ela viu que queriam interagir e começou a se emocionar... quando no fim jogamos os balões para o alto os que estavam perto do palco perceberam que ela estava lacrimejando, emocionada. Ela disse somente "Obrigado Brasil! Obrigado por tudo" e saiu... uma saída que todos sabiam que era falsa pois ela ainda voltaria cantar "I Want To Know What Love Is". A música que a trouxe para o Brasil.

Por fim, quando ela voltou, com outro vestido, ela falou "Isso é por vocês fazerem dessa música #1 no Brasil por 27 semanas. Isso tudo eu devo a vocês." Ela disse algo do tipo "essa música é um símbolo do nosso amor... eu amo vocês". Como ela voltou usando um vestidinho branco sob uma capa preta, nessa hora dava pra ver mais claramente a barrighinha bem redondinha... claramente uma barriga de grávida (por volta de 4 meses). Mas ela em nenhum momento confirmou.

No fim da música, ela soltou simplismente os melhores agudos que ela já produziu nos últimos anos! Foi a melhor performance dessa música até hoje. Ela prolongu o whistle (nota alta que somente ela consegue produzir). Arrepiava a todos próximo ao palco perceber que o agudo era ao vivo, dava para todos nós ouvirmos/vermos comprovando isso.

Enfim, desse show só nos cabe falar da excelência vocal da Mariah e do carisma não só dela, mas de toda a sua equipe. O show da Mariah não foi apenas de performances dela. Foi o show de uma equipe... O Trey dançou e cantou MUITO! O back vocal também cantou muito. Levaram "Make it Happen" sozinhos enquanto a Mariah trocava de roupa. O Trey apresentou a banda que improvisou em ritmo de tango/salsa. Os dançarinos por vezes fizeram malabarismos impressionantes. Quando a Mariah entrava, ela dava ao bolo um sabor impecável. O nível musical do show foi elevadíssimo. O grupo era muito sincronizado e talentoso. Um show musical como nunca vi na minha vida. Um momento que ficará marcado pra sempre.

Setlist do show:

Um elevador ergue a Mariah no palco:

1. BUTTERFLY INTRO/DAYDREAM INTERLUDE
2. SHAKE IT OFF
3. TOUCH MY BODY
4. MY ALL + TANGO REMIX

(bailarinos dançam / troca de roupa)

5. ALWAYS BE MY BABY
6. IT'S LIKE THAT
7. I STILL BELIEVE

(bailarinos dançam e back canta / troca de roupa)

8. MAKE IT HAPPEN
9. LOVE HANGOVER / HEARTBREAKER
10. DREAMLOVER
11. I'LL BE THERE

(troca de roupa)

12. ROCK WITH YOU (Trey)
13. OBSESSED
14. WE BELONG TOGETHER
15. HERO

(saída do palco)

16. I WANT TO KNOW WHAT LOVE IS



 Alguns Vídeos:




















domingo, 15 de agosto de 2010

O fenômeno das REDES SOCIAIS

  “Deixe um scrap no meu Orkut”, ”Me adiciona no facebook” ou “Siga meu twitter!”. Essas sentenças ainda são estranhas para muitas pessoas, mas não para 74% dos usuários de internet no Brasil. De acordo com o instituto Ibope Nielsen Online, concluída em fevereiro deste ano, 26,9 milhões de brasileiros possuem perfis em ao menos uma rede social. Um fenômeno que chegou silenciosamente e já transformou a dinâmica dos relacionamentos interpessoais e, inclusive, dos negócios. 
   O uso de redes de conexões é antigo e remonta os primórdios da história da humanidade, já que as redes de relacionamento de grupos específicos existem a milhares de anos. O interessante é que somente agora com inserção das ferramentas digitais é que esse tema tem ganhado destaque. Uma definição simples de rede é dada por Emirbayer & Goodwin (1994): "conjunto de relações ou ligações sociais entre um conjunto de atores (e também os atores ligados entre si)". Chamamos atores ou elos às pessoas que se comunicam em uma dada rede. 
   No atual ambiente social, que cresce e se desenvolve em torno das diversas mudanças tecnológicas, a internet surge como um impulsionador para a construção de relacionamentos entre as pessoas. Essas mudanças são vivenciadas a cada momento e constantemente adaptadas a novos formatos e propósitos. Vivemos numa sociedade que constrói suas relações em rede, e cujas interações constroem valores e imagens. Esse processo não é diferente quando falamos de redes sociais na internet.
   Dentre diversas redes sociais, o Orkut é, a mais de cinco anos, o endereço mais frequentado entre os brasileiros. Criado por Orkut Buyukokkten, ex-aluno da Universidade de Stantford e lançado pelo Google em janeiro de 2004, o site é uma espécie de conjunto de perfis de pessoas e suas comunidades. O “software social" permite que seus usuários cadastrem-se, coloquem fotos e preferências pessoais, listem amigos e formem comunidades. O Facebook, mundialmente mais popular, possui estrutura seme-lhante, porém, possui uma visão ainda mais comercial. Seus usuários podem criar páginas internas para divulgação de sua marca e/ou serviços. 
   A mais nova e emergente rede social é o twitter.  O microblogging permite ao usuário postar mensagens com até 140 caracteres que são visualizadas por aqueles que o seguem. A informação curta e objetiva se espalha de maneira instantânea, e pode ser transmitida de usuário para usuário. O tema “twitter”, hoje, é muito convidativo e tem atraído à atenção de muitas pessoas e até mesmo empresas. Muitas delas já descobriram que esta rede pode ser utilizada como uma excelente ferramenta de marketing direto.
   Além de ser a rede mais popular no Brasil, o Orkut é também a rede que conta com a maior adesão (75%) das empresas que estão nas redes sociais, segundo levantamento divulgado em abril desse ano pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), feita com 500 empresas paulistas. O Twitter aparece na segunda posição, com a participação de 36% dessas companhias, seguido pelo Facebook (26%) e pelo YouTube (11%).
   Basta navegar um pouco pelas páginas do twitter para perceber que milhares de empresas o utilizam para divulgar notícias ou realizar campanhas de forma mais direta, como promoções e prêmios. A presença das corporações nas redes sociais geram comentários e discussões sobre as ações empresariais.
   Os serviços que a principio foram desenvolvidos como forma de entretenimento, assumem hoje vários outros atributos. Para as empresas, gerar um conteúdo para um público cada vez mais sedento por informação é a melhor maneira de atribuir valor à sua imagem dentro das redes sociais. Tudo que as marcas procuram em um primeiro momento pode ser conquistado através de sua atividade nas redes: construir uma imagem perante os consumidores, se tornar amigáveis e conseguir estabelecer laços. 
      E as pesquisas comprovam o sucesso desse investimento das empresas nas redes de relacionamento. Segundo uma pesquisa da Bullet, 70% dos brasileiros pesquisados responderam que seguem ou que já seguiram, em algum momento, um perfil empresarial no twitter. Os dados da pesquisa mostram também que, 53,6% acham interessante o uso do twitter como ferramenta publicitária e, 51% tem o desejo de participar de uma ação promocional no twitter. 
   Segundo o jornalista Wilson da Costa Bueno, Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP, “O mercado está passando por um processo de renovação, e as organizações que desejarem permanecer precisam ser rápidas na implementação de novos procedimentos, no domínio de novas linguagens e tecnologias e na maneira de se relacionar com os seus públicos de interesse”.


Texto de LEANDRO DOMINGOS publicado na edição de Agosto do NITSNews.
Edição Online: http://www.nitsustentabilidade.org/

sábado, 7 de agosto de 2010

CINEMA: "A Origem" e "Toy Story 3"

Depois de uma greve de 15 dias de cinema (o que é um martírio pra mim) o rertorno fez o jejum valer a pena. Essa semana assisti duas verdadeiras obras primas. Seguem minhas breves considerações sobre cada uma delas:

A ORIGEM (Inception)

Um dos filmes mais originais que já vi. Logo no começo, achei que estava adivinhando a história e poderia prever o final, mas tudo mudava a cada cena. O roteiro era imprevisível e a linha narrativa dinâmica, ousada e sagaz me envolvia e me fazia questionar tudo até o último minuto do filme. O roteiro é inteligente e recheado de momentos tensos.

Mas o interessante é que o diretor Nolan,  apesar de apresentar conceitos complexos, faz com que eles sejam explicados de maneira quase-didática ao longo da projeção. Mas temo que a criação de um mundo de sonhos tão complicados pode afastar o grande público das salas de cinema. 
Não adianta eu tentar expressar o quão interessante ele é para quem não passou a experiência de assisti-lo. Minha vontade é sair caçando fóruns para debater várias cenas e, principalmente o final. É um daqueles filmes que só surgem de dez em dez anos e acabam entrando para a história do cinema.

Um dos posntos mais interessantes é como ele provoca o raciocínio e explora questões fundamentais da existência humana. E o final é espetacular. Certamente, "A Origem" é o filme do ano! 



TOY STORY 3

É um filme agridoce. Talvez até exageradamente sinistro para as crianças. Mas inegávelmente é um dos melhores roteiros e produções que a Pixar já criou. A história é extremamente tocante e os personagens parecem inncrivelmente reais, tanto visualmente quanto por suas personalidades e atitudes.

Nunca gostei dos filmes "Toy Story" e talvez isso tenha contribuído para ter me surpreendido tanto. A história é emocionante e recheada de momentos nostálgicos. Impossível não lembrar da infância e de como crescer e se tornar um adulto é difícil e doloroso ao ver um filme como esse.

Recomendável para TODOS os adultos e não para qualquer criança. 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Stallone, Bombas Macacos e Tropa de Elite

E mais uma vez o Brasil é esculhambado por um astro internacional. Depois do ator Robin Williams falar que o Brasil ganhou a disputa pelas olimpíadas porque levou muita prostituta e droga aos jurados, Sylvester Stallone, em entrevista sobre o filme (?) Os Mercenários (???), desceu o verbo na Terras Brasilis. Apesar da revolta nacional, é triste reconhecer que o ator não está totalmente sem razão. 

Segundo o pseudo-ator, "Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) diziam obrigado", declarou ele, antes de completar: "Diziam 'obrigado, Obrigado, e tome aqui um macaco para levar para casa'!".  Não satisfeito, Stallone insistiu na "brincadeira" ao fim da entrevista, afirmando que a temporada foi boa por "podermos ter explodido vários prédios e todos ficaram felizes e ainda trouxeram cachorros-quentes para aproveitar o fogo".

O astro hollywoodiano, que já havia sugerido problemas com a equipe de filmagem na Cidade Maravilhosa, também fez uma série de piadas sobre a violência local - dizendo que foram necessários 70 seguranças para garantir o bem estar de sua equipe - e sobre o símbolo do B.O.P.E (Batalhão de Operações Especiais) "Os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar".

É triste ver o BRasil sendo piada para o mundo, mas convenhamos que uma polícia com uma caveira como logotipo éum reflexo de como está nosso país. Existe um abismo separando BOPE e Swat. O que o Stallone falou estava certo, só de ver o símbolo da corporação dá pra ver que existem coisas muito erradas por aqui. Junte isso ao fato de que o Capitão Nascimento (quase um psicopata) foi visto como herói pela maior parte da população, e temos o quadro doentio de nosso país. Isso é bem pior que uma piada sobre macacos.

Sem falar que a equipe de gravação entrou no morro e viu nossos problemas mais de perto que muitos brasileiros. O Stallone teve vários objetos roubados. Na primeira vez, ele foi até à delegacia e depois de perder o dia de filmagem decidiu que não valia mais a pena. E mesmo depois disso, roubaram VÁRIOS equipamentos de filmagens da equipe. Ou seja, no Brasil BOSTA nenhuma é solucionada. A polícia caga para isso! Fora o cara ter que pagar para as milícias para filmar.

Mas aos que mesmo assim ficaram indignados, fiquem tranquilos. O filme será uma bosta, terá uma péssima bilheteria e o Sr. John Rambo ainda vai culpar o Brasil por isso. Mas não liguem....logo logo ele vai querer fazer o Rambo 5 aqui na Amazônia.

domingo, 18 de julho de 2010

Tirando o Dunga de Judas

Desde o início da Copa, o Dunga já estava com o filme queimado. A escalação "torta" da seleção, sem grandes estrelas além de Robinho, Júlio César e Kaká, gerou uma animosidade entre os torcedores brasileiros e o treinador da seleção. Isso tudo culminou com o mau-humor e o comportamento arisco de Dunga perante a imprensa.

Mas, justiça seja feita, grande parte do ódio nacional destinado ao Dunga teve origem na Rede Globo de Televisão. E essa briga vem de muito tempo. Tudo porque o treinados rabugento sempre se negou a dar entrevistas exclusivas à emissora-dona da FIFA sendo que essas regalias nunca foram dadas para outras redes de comunicação. A grande bronca da Globo é que esta nunca conseguiu fazer o Ricardo Teixeira demitir o Dunga, pois sob a orientação do mesmo, a seleção brasileira fez a melhorcampanha em eliminatórias em décadas!

Logo, fica fácil entender porque o Galvão não perdia uma oportunidade para alfinetar o Dunga (Cala Boca Galvão!) e também porque TODOS os programas da Globo arranjavam uma forma de alimentar o ódio ao treinador (ao contrário de outras emissoras que simplesmente apresentavam os fatos, imparcialmente).

Ainda bem que a Globo não é mais a manda chuva do país. Os tempos estão mudando. As pessoas estão percebendo que têm um grande poder nas mãos: o controle remoto. A Rede Globo não é mais o padrão de qualidade que era antigamente, e seu casting não é idolatrado como foraem outros tempos. A Record e o "Cala Boca Galvão" são prova disso.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Didi Benami - American Idol 9

Album promocional com os singles da Didi Benami, uma das candidatas mais brilhantes da edição do American Idol 2010.
01. Didi Benami - Play With Fire
02. Didi Benami - You're No Good
03. Didi Benami - What Becomes of the Broken Hearted
04. Didi Benami - Rhiannon (Live)
05. Didi Benami - Lean On Me (Live)
06. Didi Benami - The Way I Am (Live)
07. Didi Benami - You're No Good (Live)
08. Didi Benami - Play With Fire (Live)
09. Didi Benami - Terrified (Live)
10. Didi Benami - Sweet Rain (Promo Single) 

Para download clique na imagem da capa.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Kick-Ass - Terrivelmente Interessante

Os mais tradicionalistas se escandalizaram, afinal de contas o filme tem como uma das protagonistas uma garotinha de 11 anos cometendo assassinatos em série a sangue frio. Mas é inegável que o britânico Matthew Vaughn conseguiu se superar em uma obra-prima cinematográfica.

Kick-Ass - Quebrando Tudo, o novo filme do britânico Matthew Vaughn, é uma espécie de Watchmen da era da internet. Aqui, um garoto adolescente decide virar um super-herói, mesmo sem ter nenhum poder ou mesmo dom. O ator inglês Aaron Johnson interpreta o personagem fracote, nerd, fã de quadrinhos e impopular com as garotas. Ao passar a vestir seu uniforme de Kick-Ass, passa a descobrir um mundo real demais para suas aspirações inocentes de um combatente do crime.

O personagem compra seu uniforme na internet, e abre um MySpace para se divulgar e, contrariando outras produções do gênero herói, ele não consegue vencer os inimigos com um toque de sorte, uma injeção de auto-confiança e uma trilha bacana. Ele é espancado, esfaqueado e atropelado. O que é mais interessante é que o filme subverte o ideário de um super-herói, ao mesmo tempo em que usa todos os signos já bem conhecidos desse gênero. É isso que o autor da HQ em que se baseou o roteiro, Mark Millar, tinha em mente quando escreveu e a proposta foi transposta com maestria para o longa.

Mas a sorte do "herói" muda com a aparição de Mindy, uma garotinha de apenas 11 anos, que ao lado de seu pai, Damon (Nicolas Cage), planeja uma vingança contra o chefão do crime Frankk D’Amico (Mark Strong), vestidos como Paizão e Hit-Girl. Com apenas 11 anos, a atriz Chloe Moretz é o grande destaque do filme. Suas cenas de luta são ainda mais impressionates que o banho de sangue de Kill Bill. Quando ela apareçe, ninguém, ninguém mesmo fica vivo. As sequências em que ela aparece mutilando bandidos, atirando, torturando e matando desafetos junto com seus pais – e achando tudo o máximo – foi o que mais chocou a plateia nos EUA. Motivo principal de ser classificado como “para maiores de 18 anos” (não é, defitivamente, um Homem-Aranha, onde os pais podem levar os filhos).

O diretor teve muita dificuldade para conseguir os recursos necessários à realização do filme. Se tivesse cedido à pressão dos grandes estúdios e investidores, Hit-Girl seria uma jovem de 18 anos usando bastões no lugar de lanças e espadas. Se americanos já são conservadores com palavrões ditos por crianças (e ela fala aos montes), imagine um filme onde a violência é a base de tudo.

Kick-Ass consegue mostrar que o conceito do super-herói, um cara fantasiado lutando contra o crime, pode ser ridículo e sublime ao mesmo tempo. Sem sentimentalismo excessivo ou ingenuidade, Kick-Ass é um programa perfeito para fãs de quadrinhos, videogames, de uma história bem escrita e recheada de ironias ou para os que gostam apenas de pancadaria. O melhor filme até agora do primeiro semestre de 2010. 

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mariah Carey - Greatest Hits 2.0 (2010)

CD duplo comemorativo dos 20 anos de carreira da cantora Mariah Carey, com as melhores músicas de sua carreira escolhidas por seus próprios fãs. Foram mais de 100.000 votantes na enquete realizada pelo Mariah Daily que teve como primeiras colocadas as músicas contidas neste album. Faça o download clicando na capa.


 
CD1

01. We Belong Together
02. Always Be My Baby
03. Butterfly
04. Fantasy (ft. ODB)
05. Vision Of Love
06. Fly Like A Bird
07. Breakdown
08. My All
09. H.A.T.E.U
10. Emotions
11. Hero
12. Heartbreaker (ft. Jay-Z)
13. Can't Take That Away (Mariah's Theme)
14. Honey
15. Can't Let Go
16. One Sweet Day
17. Make It Happen (Live)
18. Anytime You Need A Friend  (Live)

CD2

01. All I Want For Christmas Is You
02. Don't Forget About Us
03. Dreamlover
04. The Roof
05. Close My Eyes
06. Without You
07. Underneath The Stars
08. Love Takes Time
09. Betcha Gon' Know
10. Lead The Way
11. Touch My Body (TheDream Interlude)
12. Vanishing
13. Through The Rain
14. I Still Believe
15. Forever
16. Outside
17. Bliss
18. Someday (Live)
19. My Saving Grace (Live)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

LOST - O final da série que marcou uma geração

Acabou. E seguramente agora posso afirmar que LOST conseguiu terminar em grandíssimo estilo. Sim, ficaram buracos abertos, houve erros de continuidade no decorrer da trama e muitas (muitas mesmo) pistas falsas que confundiram mais do que contribuíram para a história. Mas, mesmo com todos os seus problemas, LOST terminou sendo de longe a série mais criativa, bem estruturada, desenvolvida e executada que a TV já teve.

Tudo isso porque em meio a bombas, mitologias, muita física e matemática e seres com poderes especiais, uma coisa sempre se destacou: a humanidade. É sobre isso que LOST sempre se dedicou a ser: uma série que trata dos dramas reais, sobre pessoas perdidas que precisam de uma oportunidade de redenção pelos seus erros. E foi isso que o final de LOST trouxe de presente para todos os seus fãs: a redenção de seus personagens, aqueles que estão na história desde a primeira temporada.

Foram 6 temporadas de roteiros ousados e muito bem construídos. A cada nova temporada, os roteiristas inovavam na narrativa. Primeiro apresentando os personagens, na segunda conhecemos os flashbacks, na terceira fomos surpreendidos pelos flashfowards que nos deixaram com aquela sensação de estar ouvindo os roteiristas falarem "te peguei!". Na quarta temporada vimos a história tomando um rumo certeiro. Finalmente os roteiristas deram um ultimato na emissora e conseguiram firmar uma data para encerrar a história. Finalmente LOST ganhava uma espinha dorsal e começava a dar ênfase aos pontos realmente chave para o entendimento de seus mistérios. Lost reinventou sua própria estrutura estilística ao longo de todas essas 6 temporadas.
 

E, finalmente, no episódio final, todos os reencontros me levaram às lágrimas. Em especial o parto da Claire e seu reencntro com Charlie, e a destruidora cena de Sawyer e Juliet, fizeram-me chorar compulsivamente. E um final que nem todos entenderam: Não, eles não estavam mortos! Tudo aconteceu de verdade! O final foi simplismente o encontro deles após a morte... como o Christian falou: "Todos eles viveram suas vidas. Alguns morreram antes, outros depois. Mas no fim, todos chegaram aqui".  Ou seja, o Jack morreu na ilha, Hurley prosseguei como o substituto sendo auxiliado por Ben. Kate, Claire, Sawyer, Richard, Lapidos e Miles conseguiram fugir no avião... mas, eventualmente, todos iriam morrer um dia. Como o Desmond falou para o Jack: "Não importa se vão destruir a ilha ou se você vai matar o monstro de fumaça. O nosso fim vai ser o mesmo." Ele não poderia estar mais certo. Era o único que sabia de tudo o tempo todo.
Foram muitas madrugadas esperando aparecer o link para download. Muitas horas na internet pesquisando sobre maias, astecas, incas, física quântica, piratas, matemática, linearidade temporal, bíblia, literatura, biologia... horas de discussão sobre cada fala dos personagens, cada pista vista no canto da tela... Aliás, LOST foi um dos principais ganchos para se fazer amizade nos anos 00. Nenhuma série interagiu tanto com todas as mídias e gerou tanta comoção em seus espectadores, a ponto de mudar a dinâmica de suas vidas. Nenhuma série de TV marcou tanto a vida real. Nenhuma série se associou tanto à vida das pessoas. Lost está para sempre misturada à história da minha vida.
Seguem trechos de algumas das melhores reviews que li sobre o fim da série:

"(sobre a cena final)...Por um momento não entendi o que estava vendo, e subitamente, como um raio, tudo ficou claro, e meus olhos se encherem de lágrimas. Não me importo que tenha sido a reviravolta mais descaradamente espiritual da série até a data (...) aquela cena me deixou moído, com cara de paisagem, me sentindo mais uma vez ludibriado, da forma boa, pelos produtores (eles sempre disseram que *a Ilha* não era o purgatório... boa, Darlton, muito boa). Injetou significado retroativamente em todos os episódios da temporada, e todas as estranhezas e as coincidências das vidas que os Losties levavam nela se encaixaram de forma cristalina. Eles precisavam uns dos outros. Precisavam se reencontrar, mesmo que além do plano mortal, para seguir em frente. E que metáfora filha da puta para nós, espectadores-protagonistas, que também tivemos que deixar a Ilha, e que também precisamos seguir em frente depois de termos sido parte de Lost por seis anos. A sexta e última temporada de Lost tem na resolução de seu enredo um motivo apenas secundário. O principal, o essencial, era a despedida. O fim da jornada que foi assistir - e produzir - Lost. Um tema que fala forte àqueles que realmente se envolveram com a série, não aos que assistiam aos pedaços, sem atenção. E por se envolver, quero dizer se envolver com a história, não necessariamente ficar obcecado por cada minúcia, por cada campanha de marketing, por cada spoiler vazado, etc. Quero dizer se importar mais com o bem estar de Jack, Kate, Sawyer, Hurley e tantos outros, do que com a ilha que uniu nossas vidas às deles.(...)Os roteiristas foram bem específicos quando disseram que a história que eles iriam terminar de contar era a dos passageiros do vôo 815 e dos amigos e inimigos que cruzaram seu caminho. O que realmente é a luz, o que realmente é o monstro, o que realmente é a Ilha... para isso existem gazilhões de teorias na internet muito mais elaboradas do que eles jamais se prestariam a criar. A falta de respostas não é uma trapaça, é uma concessão. Lost é dos fãs, também, e já que eles se apropriaram tão ferrenhamente da mitologia, para quê estragar a explicação pessoal de 99,9% deles para fazer 0,1% felizes por uns poucos dias, enquanto ainda tiverem fôlego para dizer "eu avisei"? Não faz sentido.(...) O episódio final de Lost foi arrebatador porque me deu exatamente aquilo que eu queria ver, e em quase todas as ocasiões, com atuações memoráveis de todo o elenco. (...) Emerson e Terry O'Quinn fecharam seus personagens magistralmente. Cada cena com Ben e Locke (e FLocke) nesse episódio é uma aula. O diálogo entre os dois na porta da igreja é possivelmente a melhor cena que eles dividiram na história da série. Dois gênios em cena. (...) mas a essência do episódio está nas atuações, nas resoluções pessoais de cada um dos Losties, nas cenas que os produtores deram para cada um dos membros do elenco, e que a maioria aproveitou muito bem. É um episódio sobre a própria série, sobre como nós vivemos intensamente essa Ilha por seis anos, vendo muitos de nossos companheiros se revoltarem e abandonarem a série, vendo a própria série se reinventar para se tornar um projeto fechado, sobre como os episódios bons nos tocaram e os episódios ruins nos revoltaram, e sobre o que fazer agora que as cortinas cairam."
por Rafael Savastano em http://analiseslost.blogspot.com/

"O que ‘The End’ evidencia para nós em seu desfecho é que as dores, os sacrifícios e as mortes que aqueles personagens experimentaram na ilha ao longo dessa trajetória nunca foram em vão. O que eles viveram e sentiram foi uma passagem, um estágio de aprendizado cujas lições só seriam efetivamente compreendidas em sua plenitude num outro plano. Um no qual reconciliações ganham forma quando uma vítima perdoa seu assassino, permitindo-se seguir em frente na certeza de ter encontrado o verdadeiro sentido de ser especial e onde a palavra redenção se explica não pela chance de consertar algo, mas sim pela possibilidade de poder lembrar para seguir em frente."
por Davi Garcia e Juliana Ramanzini em http://www.dudewearelost.blogspot.com/

"Não haveria melhor maneira de encerrar essa história do que mostrando que todos os personagens precisaram passar por aquilo tudo para conseguirem seguir adiante. A série foi fiel aos seus personagens e nos proporcionou uma forma única de realmente ver o que aconteceu com eles. Ah, Lost! Vai ser difícil encontrar uma série que mexa tanto assim com a gente. Que seja tão grandiosa, tão incrivelmente desafiadora..."
por Diego Reigoto em http://www.polaroidescriticas.com/2010/05/lost-analise-critica-do-ultimo-episodio.html

"Será que seria realmente melhor saber o significado de tudo? Não seria incoerente com toda a mítica da série responder a tudo? Eu acho que sim. E vou além para rebater outra crítica: precisava de tanta cena emotiva? Sim, até porque a emoção está em quem está assistindo. Se aquela lagrimazinha escorreu ao ver casais se reunindo mais uma vez, foi apenas porque você aprendeu a gostar daqueles personagens. A trilha sonora, mais uma vez, só preparou o terreno."
por Marcelo Forlani em http://omelete.com.br/televisao/cronica-o-fim-de-lost/

 "A Ilha é eterna, sabe-se lá quantos Jacobs existiram antes da Mother ou depois de Hurley. A mitologia realmente não importa. Por mais que ela tenha sido o combustível para seguirmos interessados nos personagens, não era essa a história que LOST veio contar. Lost é sobre os nossos queridos passageiros do Oceanic 815 que tiveram o privilégio de cair na Ilha, por conta de Desmond, Jacob (ou seja, DESTINO) e se relacionarem, viverem juntos, morrerem juntos (Live Together, Die Alone, huh?). Em outros tempos, a Ilha foi ocupada pelos Outros, pela Dharma, pelos Egípcios, pelos Romanos, enfim, essa não é a história. A série conta a história de quando a Ilha foi ocupada pelos sobreviventes do vôo 815 da Oceanic Airlines."
por Michel

"Os últimos 10 minutos, a conversa auto-explicativa com Christian (mais do que nunca) "Sheperd"(incluive com ele dizendo que tudo que Jack passou foi real), Jack encontrando com todo mundo na Igreja, a Música, os Cortes pra ele caminhando até aquele ponto no Bambuzal, seus últimos momentos, todos os Casais lá, Hugo e Libby, Saiyd e Shannon, Des e Penny, Sawyer e Juliet, Rose e Bernard, Sun e Jin, Jack e Kate, Locke, Boone, Confraternização, Jack deitando, Vincent, Música, Christian abre a porta, Luz, Ajira Passando, vc vê que faltam 20 segundos pro fim, Sorriso, Angustia, Alívio, o Olho fechando o Seriado magistralmente...Lost...Redenção!!" 
por Leonardo "Jerry"

"E assim acaba, ao contrário de como terminou. Não critico em nada o final, pois considero que a história contada foi magnífica, e cabe a mim apreciá-la, não desejar que fosse do jeito que eu quisesse. Aliás, isso que é fantástico em Lost. Não há uma resposta certa ou errada. Há diferentes pontos de vista, e interpretações variadas. Concordo que Lost ainda dará muito pano pra discussões, e é mais do que óbvio de que a série é um marco na história da TV. Estamos diante de um clássico."
por Matheus

sábado, 22 de maio de 2010

Teatro - Zé Zenas, Marcos Veras e Terapia do Riso

Nesse último mês troquei o cinema pelo teatro nas minhas horas vagas. O balanço foi basicamente positivo. Posto aqui crítica a respeito dos três últimos espetáculos de humor que assisti em ordem de preferência:

1. Z.É. - ZENAS EMPRO- VISADAS

Quem conhece "É Tudo Improviso" pode se surpreender pois tudo que é feito no programa já foi feito muito antes pelo Z.É. E quem não conhece, também vai se surpreender com a criatividade e o talento de todos os humoristas que compõe o elenco. Em cartaz desde 2003, o espetáculo é basicamente um show de humor "emprovisado". Por se basear na improvisação, nada nunca se repete e os humoristas interagem com o público, que se sente parte integrante do espetáculo ao dar sugestões e idéias que são encenadas por atores com comprovada formação teatral e experiência profissional. Destaco o quadro musical, onde os humoristas têm que inventar uma música com uma letra inusitada envolvendo situações sugeridas pelo público. Hilário!!! 

O elenco fixo possui Fernando Caruso, Gregório Duvivier, Marcelo Adnet e Rafael Queiroga. Cada apresentação conta com um diretor e um humorista convidados, sempremuito famosos e talentosos. 

O espetáculo estará em cartaz até 01/06 no Vivo Rio. Depois disso, fique ligado na agenda do site oficial: http://www.zenasemprovisadas.com.br/


2. MARCOS VERAS - FALANDO ÀS VERAS

Ele é humorista do "Zorra Total". Isso poderia contar como um ponto negativo para Marcos Veras, mas serve como um reforço de como a Globo desperdiça os talentos que tem em mãos. Depois de assistir esse espetáculo posso afirmar com certeza que Marcos Veras é um dos melhores humoristas fazendo stand-up comedy no Brasil atualmente. Ele já chega ao palco tirando sarro de si próprio por suas aparições na TV Globo terem sido basicamente postas no Zorra Total e um pavão mascarado (que nem tinha falas) no Sítio do Pica-Pau Amarelo. 

Mesmo tendo um textinho pronto, o ator mostra jogo de cintura para improvisar e interagir com o público. No teatro onde o assiti houveram falhas técnicas e ohumorista aproveitou o gancho para tirar sarro de sua equipe.

Também destaco como um dos melhores momentos do show as críticas e análises do mundo da música pop. De Daniel a 50 Cent, do funk ao samba, todos os cantores e ritmos são parodiados de forma hilária. 

Mas o grande destaque do espetáculo é o carisma e simpatia do humorista, que sempre toma o cuidado de usar piadas inteligentes de nunca gratuitamente destrutivascomo é tendência em alguns stand-up shows por aí (Danilo Gentile devia aprender com ele!).

Confira a agenda no site: http://www.marcosveras.com.br/

3. TERAPIA DO RISO

Algo me dizia que essa peça seria decepcionante. E minhas piores expectativas se concretizaram. O início é muito engraçado. Uma terapeuta começa a ensinar o público a 'terapia do riso' de maneira muito bem-humorada. Mas depois disso, toda a peça caiu no cliché e mergulhou num poço de piadas forçadas e de muito mau gosto. 

O texto fraco poderia ser compensado por bons atores, mas não é o que acontece. Nenhum dos atores do elenco tem bom timing de humor. Alguns beiram o amadorismo. O ator principal do elenco consegue as vezes estabelecer um bom contato com o público, mas é o único. Todos os outros são desprovidos do carisma necessário pra qualquer humorista. 

Enfim, peça não recomendada. Mesmo!

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