quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Por que a 12º temporada do American Idol pode ser a melhor de todas?

Estréia no Brasil, no canal Sony dia 1º de fevereiro, sexta-feira, o primeiro episódio, com duas horas de duração, da 12ª temporada do American Idol, a partir das 21h (horário de Brasília). No mesmo dia, às 23h, o o canal irá veicular o segundo episódio de apenas uma hora. No sábado e domingo serão exibidas as reprises do programa. Nos Estados Unidos, o Idol estreiou dia 16/01 e continua sendo o programa do gênero mais bem sucedido da TV americana.

Os números do American Idol impressionam: os cantores que o programa lançou somam 378 hits em #1 e mais de 50 milhões de discos vendidos. Porém, o programa tem apresentado quedas na audiência nos últimos anos e há quem diga que ele não possui mais força para lançar novos artistas globais como Kelly Clarkson e Jennifer Hudson.

Apesar de todos os baixos, acredito que esta será a melhor temporada do programa. A razão? Mariah Carey. Não simplismente por ela ser uma das artistas mais bem sucedidas do showbusiness e nem exatamente por suas habilidades como produtora/cantora/escritora/atriz/apresentadora/modelo/profissional do marketing... Mas por ela ser a celebridade mais docemente louca da atualidade, o que irá produzir excelentes momentos de entretenimento no programa.

Mariah Carey é a celebridade mais meio-consciente que já existiu. Ela adora flertar com a decadência e soltar respostas sarcásticas tanto quanto qualquer drag queen. Porém, por ela ser uma 'diva' e um tanto fresca e esnobe a niveis Danuza Leão, ela fica alheia ao quão autistas e narcisistas suas atitudes as vezes podem soar. Esse é um espectro muito excitante da loucura. Ela é consciente e inconscientemente escandalosa, e seu autoconceito oscilante faz com que ela seja ao mesmo tempo uma pateta-insegura e uma diva forte e com respostas irônicas na ponta da língua. Um verdadeiro espetáculo imprevisível. 

Ao lado de Nicki Minaj (com as discussões que, montadas, estratégias de marketing, exageradas ou não, são hilárias), Randy Jackson e Keith Urban, essa bancada pode ser a mais interessante que o reality musical já teve.

Mas os jurados só têm mesmo destaque nessa primeira etapa, e a razão do sucesso do programa são os talentos revelados. E mais do que nunca, os produtores querem encontrar um verdadeiro talento com grande potencial comercial para manter a franquia bem sucedida. Ou seja, esse ano a briga vai ser dura.

Para quem quer ter um aperitivo, veja abaixo algumas das melhores surpresas que essa temporada já revelou: Candice Glover, Burnell Taylor, Lazaro Arbos e Kez Ban.

 







domingo, 27 de janeiro de 2013

Incêndio em boate em Santa Maria entra na lista de maiores tragédias do gênero


O Brasil inteiro está em clima de luto devido ao incêndio que deixou ao menos 245 mortos e dezenas de feridos, em sua maioria jovens, durante um show na boate Kiss na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, na madrugada de domingo (27/01). De acordo com os bombeiros a maioria das mortes foi causada por asfixia e pisoteamento.

A cidade é pequena (menos de 300.000 habitantes) e não há hospitais e nem estrutura para realizar atendimentos. O número total de feridos passou de 170. O fogo teria começado por volta das 2h30 quando o vocalista da banda que se apresentava fez uma espécie de show pirotécnico, usando um sinalizador. As faíscas atingiram a espuma do isolamento acústico no teto do estabelecimento e as chamas se espalharam.

Ao pesquisar tragédias do gênero é possível observar que a fatalidade ocorrida em Santa Maria é uma das maiores do mundo.

Veja a lista das maiores tragédias do gênero em todo o mundo:


  • 1961: Gran Circus Norte-Americano, Niterói, RJ, Brasil. - 500 mortos
  • 1942: Cocoanut Grove, Boston, US - 492 mortos.
  • 2000: Unnamed club, Luoyang, China - 309 mortos
  • 2013: Boate Kiss, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil - 245 mortos
  • 2004: República Cromañón nightclub, Buenos Aires, Argentina - sparked by flare/fireworks; 194 mortos
  • 1977: Beverly Hills Supper Club, Southgate, Kentucky, EUA - 165 mortos
  • 1996: Ozone Disco Club, Quezon City, Filipinas - 160 mortos
  • 2009: Lame Horse Club, Perm, Rússia - sparked by fireworks; 150 mortos
  • 1970: Club 5-7, Saint-Laurent-du-Pont, França - 146 mortos
  • 2003: The Station, Rhode Island, EUA - sparked by fireworks; 100 mortos
  • 1990: Happy Land, New York, EUA - 89 mortos, clube não licenciado
  • 1983: Alcalá 20 nightclub, Madrid, Espanha - 82 mortos
  • 2009: Santika Club, Bangkok, Tailândia - sparked by fireworks; 66 mortos
  • 1998: Unnamed discothèque, Gothenberg, Suécia - 63 mortos
  • 2001: Café De Hemel, Volendam, Holanda - sparked by 'sparklers'; 14 mortos

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

TOP 15 Melhores Albuns de 2012


Mais uma vez de acordo com meu last.fm, seguem os melhores albuns de 2012 na minha opinião:

1. Matt Alber – Constant Crows
O cantor conhecido apenas no meio alternativo, lançou um álbum rico tanto em harmina quanto em letras. Canções introspectivas e melodias de alto nível.

2. Keane – Strangeland (Deluxe Edition)
A banda inglesa não decepcionou com seu novo álbum. Apesar de não ser tão inovador quanto "Perfect Simetry" ou "Night Train", o disco é um retorno às raízes do grupo, com canções do mesmo que consagrou o grupo, ao melhor estilo "Somewhere only we know".

3. Duncan Sheik – Covers Eighties Remixed
Versão remix do álbum de covers dos anos 80 lançado pelo cantor no ano anterior. Alguns remix são muito fora do convencional e até melhores que as canções originais. Um prato cheio para quem é fã e uma agradável surpresa para quem não conhece o cantor mas gosta do estilo retrô.

4. Alma Thomas – Alma Thomas And The People Of The Pop Republic
Uma das grandes surpresas do The Voice Brasil, Alma Thomas lançou este álbum antes de sua participação no programa da Globo. Recheado de músicas que misturam o jazz e o blues com o pop, a cantora mistura bem suas raízes nova iorquinas com seu tempero brasileiro.

5. Melody Gardot – The Absence
A cantora de jazz fez um álbum com profundas influências brasileiras e principalmente portuguesas. Todas as canções misturam ou o blues ou o jazz com bossa nova ou fado. Um excelente album para quem gosta de uma voz suave e melodias envolventes para relaxar.

6. Cécile Corbel – Karigurashi no Arrietty Soundtrack
Trilha do encantador filme "O Mundo dos Pequeninos" (Arrietty) do grande mestre japonês Hayako Miyazaki.

7. Mumford & Sons – Babel
Retorno da banda inglesa em alta estilo. Folk music.

8. Emeli Sande – Our Version Of Events
Um R&B mais pop, mais black e mais moderno.

9. Maxwell – BLACKsummers'night
O black norte-americano mais tradicional com um tom a mais de swing.

10. Smash Cast - The Music Of Smash (Soundtrack)
Trilha da grande série SMASH. As canções originais do musical que conta a história de Marylin Monroe são verdadeiras obras-primas.

11. Fernanda Takai & Andy Summers – Fundamental
Bossa da Fernanda com o jazz de Andy. Tem como não ser perfeito? Claro que não.

12. Iron & Wine – Morning Becomes Eclectic
Novas versões ao vivo das mesmas velhas canções. Mas como as velhas canções são maravilhosas, o álbum é excelente.

13. fun. – Some Nights
A consagração do indie no mundo pop.

14. Keyshia Cole – Woman to Woman (Deluxe Version)
Uma voz deliciosa em melodias muito boas para quem gosta de um bom R&B.

15. Phillip Phillips – The World from the Side of the Moon (Deluxe)
O vencedor do último American Idol conseguiu produzir um excelente álbum de estréia. Usando um pouco de country e adotando o estilo mais europeu de indie rock, o cantor produziu um álbum bastante acima da média.

16. Of Monsters and Men – My Head Is an Animal
Grupo revelação do ano que também possui um estilo indie/rock.

17. Mariah Carey - Merry Christmas II You
Segundo álbum natalino da cantora, agora com um estilo muito mais blues e jazz, com um toque de black e soul music. Bem diferente do primeiro álbum natalino, que se tornou um clássico, mas que explorava o estilo mais clássico e pop.

domingo, 13 de janeiro de 2013

O fim de uma era: Descanse em paz MSN Messenger

Há muitos meses o MSN Messenger era apenas mais um programa que eu precisava lembrar de desabilitar da inicialização automática. O Facebook já havia substituído suas funções para conversas pessoais e o Skype para assuntos profissionais. A guilhotina já estava pendurada sobre a cabeça do Microsoft Messenger - ou MSN - como todos nós sabíamos. Mas mesmo assim foi um choque ler a noticia que em 15 março todos os meus contatos do MSN serão migrados para o Skype e o serviço não mais existirá.

Como um membro da geração X, nasci em meados dos anos oitenta. Sou da geração pré-nativo digital, que usa o ipad desde o útero, e pós-nerds que acreditavam que fazer programações em uma tela verde era o mais alto nível de sofisticação.

Embora minhas primeiras memórias tecnológicas tendam a ser do Atari ou meu primeiro Nitendo, meus anos de adolescência foram dominados pela internet e pelos gritos da minha mãe certificar de que não passaria a madrugada na frente do computador aproveitando a promoção do pulso único da internet discada.

Quando eu estava no ginásio, começaram a circular pela escola que todos poderiam ter um e-mail de graça. Nossa professora de informática nos ensinou a usar o Hotmail e criar um 'nickname' legal para nos comunicarmos. Uma vez que todos conseguiram ter internet em casa, passávamos horas fofocando uns com os outros através do MSN sobre as novidades do momento, sobre como o mundo nos odeia ou sobre como é massa aquela nova banda. Apesar de ter conhecido o ICQ e o Mirc, eles acabaram sendo engolidos pela ferramenta da Microsoft.

Conforme ia crescendo, o MSN continuou a ser uma grande parte da minha vida. Depois do fim do segundo grau, indo para a faculdade, ainda conseguia conversar com os amigos antigos, conhecer novas pessoas, sempre perguntando "Como é seu nome do MSN?". Consegui até encontrar alguns dos meus melhores amigos no MSN, antes mesmo de nos conhecermos pessoalmente. Assim como muitas paqueras...

Depois veio o Facebook. Todos tinham o Orkut, mas o Facebook era diferente e, mesmo antes de a função de chat ter sido implantada, meus amigos e conhecidos se afastaram do MSN para o mundo de atualizações de status e marcação de fotos dos infernos em noites que deveria ter permanecido apenas no subconsciente de seus amigos mais íntimos.

Eu nunca tive coragem de deletar minha conta e, uma vez ou outra ainda me dava na telha de entrar no Hotmail e ver quais dos meus antigos contatos ainda estavam online usando o MSN.

É realmente louvável a Microsoft estar oferecendo a opção de fundir os seus contatos com o Skype e tentando manter 'o sonho vivo', mas eu uso o Skype para o trabalho, para manter contato profissional e, ocasionalmente, com um amigo ou dois que estão no exterior. Não é um lugar que eu me vejo trocando anedotas, fofocas ou comentando o que achei do último álbum do Coldplay.

Tenho a sensação de que muitos usuários do MSN da minha geração também irão sentir o mesmo e ficar com o Facebook ou o até mesmo o Twitter quando quiserem travar conversas frívolas, em vez de recorrer a uma plataforma de vídeo que, mesmo sendo usada por muitos, não tem a 'vibe' de diversão e 'parte de uma comunidade', sensação que colocou o MSN a frente de seus concorrentes como o ICQ ou Yahoo Messenger.

Obrigado MSN, você me ajudou a sobreviver à escola, fazer amigos na facul, começar e terminar relacionamentos, germinar algumas das relações mais profundas que já tive, e tolerar algumas das noites tristes do subúrbio. Descanse em paz MSN. Sentiremos sua falta.
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