terça-feira, 30 de abril de 2013

Bioshock Infinite PC - A doçura de Elizabeth (Crítica)



Todos concordam que um dos maiores lançamentos de 2013 é Bioshock Infinite, terceiro jogo da série Bioshock. Porém, quem se aventura no jogo descobre que ele não é uma simples sequência e que, no fim, se prova muito superior aos seus predecessores (que já eram excelentes).

Bioshock, quando lançado em 2007, se tornou um dos jogos icônicos no quesito jogos artísticos. Até hoje, é o melhor exemplo de um jogo que pode fazer a categoria "jogos de video-game" ser culturalmente aceita como uma importante forma de entretenimento, expressão artística e pensamento. Bioshock mostrou que jogabilidade e história não são duas entidades separadas, mas interligadas. Apesar de Bioshock 2 ter apresentado uma queda de qualidade na narrativa, teve um avanço na jogabilidade e nos gráficos de acordo com os críticos, mantendo o status da franquia.

Quando fiz o download de Bioshock Infinite, estava com altíssimas expectativas, pois toda a crítica havia elogiado muito o jogo. E devo confessar que todas as minhas expectativas foram superadas. Bioshock Infinite é com certeza meu jogo favorito de 2013 e meu top 3 de todos os tempos. Os gráficos são incríveis e a jogabilidade muito boa. Mas as melhores características do jogo são a narrativa e os personagens, especialmente Elizabeth.

Elizabeth é uma adorável menina de vinte anos, que foi presa em Columbia (uma cidade flutuante) desde bebê. Booker DeWitt, o personagem com quem você joga em primeira pessoa, é enviado para resgatá-la e trazê-la de volta para Nova York. Ela é guardada por Songbird, um gigantesco robô alado que é tanto um guarda quanto o único amigo de infância de Elizabeth.

No fim do jogo, cheguei a conclusão de que Elizabeth é a melhor personagem feminina de jogos de todos os tempos. Ela é doce e adorável em tantos aspectos, e ao mesmo tempo, muito bem construída, com seus aspectos sombrios também, o que faz com que ela seja totalmente verossímil.

E se ela desaparece de vista por alguns momentos, você sente falta dela. Você sente falta do jeito que ela joga itens para você enquanto está lutando ou explorando, e das conversas enquanto corre de um lugar para o outro, de como ela te olha apreensiva, de como ela te indica onde há lockpicks e como ela faz piadinhas quando pede para ela abrir alguma fechadura. Ela nunca se sente como um peso morto ou como uma donzela em perigo, e você nunca sente como se estivesse protegendo-a. Você não se apaixona por ela também. Ela não é sexy ou sedutora (como a maioria das personagens femininas de jogo são). Você só gosta dela. O jogo te faz criar um vínculo de amizade com Elizabeth.

Bioshock Infinite possui cenas que tiraram o meu fôlego de tão emocionantes, dramáticas ou realistas em termos de ação. A trilha sonora é um detalhe a parte. As músicas, originais ou regravadas, são um toque sutil na ambientação do jogo. E em vários momentos eu parava apenas para ficar ouvindo, de tão encantadoras que são. Além disso, o final é fenomenal! Faz anos que não vejo nenhum filme que chegue perto do desfecho que Bioshock Infinite conseguiu dar para a história.

Diversos outros personagens interessantes aparecem no decorrer da história. Outro destaque vai para os irmãos Lutece, cuja significância para a história você só irá entender do meio para o fim do jogo.

Sou bastante entusiasta por jogos artísticos, e tenho certeza que Bioshock Infinite elevou a categoria a outro nível. Sim. O jogo é bom assim.

Com certeza este é mais um divisor de águas para a indústria dos jogos. E é difícil imaginar que qualquer outro jogo vai superar isso. Todas essas declarações são ousadas, eu sei, mas é isso que sinto. É o tipo de jogo que queremos reviver, e vai ser falado e analisado por anos e anos.

Então chegou a hora de você ajudar Booker a chegar ao fim da história, a resgatar Elizabeth e ajudá-la a desvendar os mistérios de seu passado. E não deixe de assistir a cena secreta após os créditos. Completará a experiência que , tenho certeza, você nunca irá esquecer.

Assista ao trailer do jogo abaixo:




Um comentário:

  1. Só discordo em um ponto com você. Ela é sim gata e sexy. Pelo menos nas artes conceituais e modelo real.

    A moça do cosplay se parece tanto com a personagem que a produtora contratou a moça para fazer algumas campanhas de publicidade do jogo.

    http://www.dorkly.com/picture/44500/bioshock-infinites-elizabeth-cosplay

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